Consola de Revisão · Imunologia
Medicina Dentária · UFP. Conteúdo em PT fiel ao deck, prioridades por annales, com progresso, pesquisa global e treino ativo.
📌 Programa oficial do recurso (email da Prof. Soares)
ENTRA: toda a Imunologia básica · Infeção / Evasão / Imunização · Hipersensibilidades I e II · Transplantes · citoquinas da imunidade INATA · na adaptativa só os perfis Th1/Th2/Th17.
Esta app só contém o que sai no exame. A matéria excluída pela Prof. (maturação T/B, vias de processamento do MHC, hipersensibilidades III e IV) foi retirada — não a vais encontrar aqui.
Estrutura do exame
- Grupo de V/F (erro anula acerto)
- 1 desenho para fazer
- 1 questão aberta, 3-4 linhas (dá 2, escolhes 1)
- Ligar definições ↔ palavras (como no EC)
- Dá a definição → escreves a palavra — ex: "São precisos 2 destes anticorpos para ativar o complemento pela via clássica" → IgG
➡️ Dois grupos inteiros são vocabulário: treina em Definições → modo Palavra. E treina o Desenho.
Componente TP (anúncio Prof. Francisca Dias)
Matéria mais incidente: 1. Doenças Autoimunes · 2. Técnicas imunológicas de diagnóstico · 3. Imunodeficiências → separador TP.
Estratégia (indicação da Prof.)
- Domínio profundo nos fundamentos (inata → complemento → adaptativa → T/B/MHC/citoquinas).
- Leitura nas patologias (hipersensibilidades, imunodeficiências, tumor/transplante).
- ⚠️ V/F: 1 erro anula 1 acerto → só responder ao que sabes (o Modo Teste simula).
- 📝 Respostas em FR são aceites, mas os termos escrevem-se em PT.
Prioridades (recorrência nas annales)
Cursos completos
Fiel ao deck PT (verificado contra a síntese). Marca cada módulo como estudado.
01 Introdução + Imunidade Inata FUNDAMENTOS
1. Introdução
Reação imunológica: resposta a uma agressão exógena ou endógena para manter o equilíbrio homeostático; envolve órgãos, tecidos, componentes celulares e componentes solúveis (humorais). Para eliminar o agente agressor (microrganismo, transplante ou tumor) o sistema imunitário precisa de distinguir o self do non-self.
Inata vs Adaptativa
| Inata | Adaptativa | |
|---|---|---|
| Especificidade | Baixa (PAMPs/DAMPs) | Alta (ag específico) |
| Rapidez | Imediata | Lenta na 1ª exposição |
| Memória | Não clássica — tem memória inata treinada | Sim (linfócitos memória) |
| Recetores | PRRs (germline) | BCR / TCR (rearranjo V(D)J) |
| Células | MO, PMN, NK, DC, mastócitos, ILC | Linfócitos B e T |
Memória inata treinada: memória não específica de longo prazo — as células inatas ficam mais eficazes após um estímulo inicial (reprogramação epigenética e metabólica). ≈ mémoire innée entraînée.
2. Macrófagos
Fagocitose (4 passos): A) adesão → B) ingestão → C) fusão fago-lisossómica → D) morte do microrganismo.
Evasão do patogénio: (1) evitar a fagocitose — toxinas, cápsula, evitar opsonização; (2) evitar a morte pós-fagocitose — escapar do fagossoma e replicar-se, inibir a fusão fago-lisossómica (ex. M. tuberculosis).
Morte por mecanismos dependentes/independentes de O₂ (respiratory burst → ROS). Recetor Fc reconhece anticorpos que opsonizam. Limpeza de células mortas → promove reparação tecidular e angiogénese (M1 inibição / M2 promoção).
Após reconhecimento, secreta citoquinas (IL-1, IL-6, TNF-α, IFN), proteínas do complemento e mediadores inflamatórios (NAP, PGE, ICAM). É também APC.
3. Neutrófilos
- Fagocitárias, produzidas e maturadas na medula óssea. Grânulos: lisozima, defensinas, MMP, catelicidinas.
- Funções: fagocitose, desgranulação (dégranulation), NETose.
- Ativados por quimiocinas, leucotrienos, C5a e C3a, e substâncias do patogénio. Quimiotaxia via aderência ao endotélio (CAMs).
- Defensinas — disrupção da membrana (bactérias/fungos/vírus). Catelicidinas — toxicidade antimicrobiana direta + ativação leucocitária.
- NETs — cadeias de DNA e histonas com lisozima, elastases e defensinas.
Mecanismos antimicrobianos dos fagócitos
| Classe | Produtos |
|---|---|
| Acidificação | pH 3.5–4 (bacteriostático/bactericida) |
| Tóxicos de O₂ | superóxido O₂⁻, H₂O₂, radical •OH |
| Óxidos de N | óxido nítrico (NO) |
| Péptidos antimicrobianos | defensinas, catelicidina, azurocidina, lactoferricina, BPI |
| Enzimas | lisozima (parede Gram+), hidrolases ácidas |
| Competidores | lactoferrina, proteína ligante de B12 |
4. PRRs, PAMPs e DAMPs
PRRs reconhecem PAMPs; o dano tecidular gera DAMPs (moléculas endógenas de morte celular). Tipos: membranares (TLR) e secretados (pentraxinas, colectinas, ficolinas, proteínas do complemento).
TLR: porção extracelular com repetições de leucina + porção intracelular com domínio TIR. Cascata: reconhecimento → sinalização → NF-κB → citoquinas pró-inflamatórias, quimiocinas, IFN. Contribuem para a imunidade inata treinada.
5. Células dendríticas
Capturam ag, são APCs, migram após ativação, secretam citoquinas, mantêm tolerância periférica. As DC clássicas são as APC mais importantes para iniciar a adaptativa (ativam LT naive) e produzem IFN-I. As FDC (foliculares) exibem o antigénio aos linfócitos B.
6. Mastócitos, basófilos e eosinófilos
Mastócitos/basófilos (mucosas): alergias (recetor de IgE), vasodilatação/permeabilidade, defesa contra helmintas. Mastócitos libertam histamina, heparina, prostaglandinas, leucotrienos e enzimas proteolíticas. Eosinófilos (mucosas): moléculas citotóxicas MBP e EPX, citoquinas e fatores de crescimento.
7. Células NK e ILC
NK (origem linfoide) — citotóxicas por desgranulação (perforinas + granzimas, cálcio-dependente) e indução de apoptose; ativadas por IFN. ILC (“non-B non-T”, sem BCR/TCR): tecidos de barreira, plasticidade, resposta rápida a alarminas (IL-33), reparação.
ADCC — Antibody-dependent cell-mediated cytotoxicity
A NK reconhece uma célula-alvo revestida por IgG (através do seu recetor Fc) e destrói-a. É um processo de morte independente do MHC I — a NK não precisa de "ver" MHC para matar por esta via.
A NK elimina a célula-alvo por: (a) desgranulação — perforinas e granzimas, semelhantes às proteínas do complemento, formam poros na membrana do alvo (processo cálcio-dependente); (b) indução de apoptose pela ligação Fas-FasL.
8. Componentes solúveis
IFN-I (α, β): induz fagocitose e apoptose de células infetadas, enzimas que inibem a síntese proteica viral, e a resposta adaptativa; retém linfócitos nos gânglios, ↑ citotoxicidade NK/Tc, promove Th1, ↑ MHC I. PFAs — produzidas por hepatócitos em resposta a IL-6, IL-1, TNF-α; ativam complemento, opsonizam, limitam danos; PCR = marcador inflamatório.
9. Resposta inflamatória
Aguda (min/horas, dura 8–10 dias) → se persiste, crónica. Sinais: calor, rubor, dor, inchaço (edema) + vasodilatação, afluxo celular, ↑ permeabilidade. Migração: rolling (selectinas) → adesão (integrinas) → extravasão/diapedese. Citoquinas pró-inflamatórias: TNF, IL-1, IL-6 (locais/sistémicas; ex. sepsis).
10. Mecanismos que limitam a inata
IL-10, vias de sinalização negativas (SOCS) e autofagia (impede inflamassoma/ROS).
02 Sistema de Complemento TIER S
Definição: >30 proteínas solúveis, sintetizadas por hepatócitos e monócitos, no soro e fluidos tecidulares (exceto urina e CSF). Circulam inativas (zimogénios); a clivagem gera proteases que clivam a proteína seguinte. Nomenclatura: fragmentos por letras minúsculas; o “a” é o mais pequeno — exceção do C2a.
Funções gerais
- Lise (MAC)
- Opsonização → fagocitose
- Remoção de imunocomplexos (Ag–Ac)
- Amplificação da inflamação (C3a, C4a, C5a)
Resumo: C3a → inflamação · C3b → opsonização · C5a → inflamação + quimiotaxia · MAC → lise.
As 3 vias (convergem no MAC)
| Via | Iniciador | Sequência |
|---|---|---|
| Clássica | C1q liga anticorpos (só IgM/IgG) | C1qrs→C4→C2→C3→C5–C9 |
| Alternativa | C3b liga superfície / tickover espontâneo | C3→C5→C6→C7→C8→C9 |
| Lectinas | MBL reconhece manose/fucose | MBL+MASP-1/2 → C4, C2 |
Clássica: C1 = C1qrs (1 C1q + 2 C1r + 2 C1s); cada C1q liga ≥2 Fc. A IgM pentamérica adota a conformação “grampo” ao ligar (circulante é plana); a IgG tem 1 Fc → precisa de 2 IgG. Alternativa: C3b é regulado no self pelos Fatores H e I; micróbios não têm reguladores → amplifica. Lectinas: MBL (PRR) + MASP-1/2 clivam C4 e C2.
MAC (terminal): C5b-C6-C7-C8-C9 → canal transmembranar → lise.
Deficiências no Complemento
Se os complexos antigénio-anticorpo (imunocomplexos) não forem removidos, podem depositar-se nos capilares, nomeadamente no glomérulo renal, causando dano tecidular → doença autoimune.
É por isso que um défice do complemento está na origem de doença por imunocomplexos.
03 Imunidade Adaptativa — Fundamentos FUNDAMENTOS
Expansão clonal e tipos
Os clones de linfócitos maturam nos órgãos linfoides I sem antigénio; entram nos tecidos linfoides; são ativados pelo ag específico; ocorre a resposta. Humoral (B): micróbios extracelulares → secreção de anticorpos → bloqueia infeções e elimina extracelulares. Celular (T): ativa macrófagos (Th, CD4) e mata células infetadas (Tc, CD8).
Órgãos linfoides I (maturação)
- Timo — maturação T: precursores → timócitos; seleção positiva (reconhece fracamente MHC self → sobrevive) e seleção negativa (reconhece fortemente ag self → eliminado).
- Medula óssea — maturação B: as células B imaturas saem e terminam a maturação nos órgãos linfoides II (baço).
Órgãos linfoides II (ativação e diferenciação)
- Gânglios: B no folículo germinativo, T nas HEV. A segregação garante contacto: B com FDC, T com DC clássicas.
- Baço: filtra o sangue; proliferação e vigilância.
- MALT: amígdalas, GALT, BALT, NALT — IgA secretória, tolerância oral.
- TLO (terciários): agregados de células imunes em tecidos não linfoides por inflamação crónica ou tumor (ex. estroma peritumoral do cancro oral).
Circulação linfocitária e homing
Os naive vão dos I para os II; sem ag, recirculam (homing). Rolling: L-selectina ↔ PNAd. Adesão: integrina LFA-1. Quimiocinas CCL19/CCL21 ↔ CCR7 ativam a integrina. As efetoras vão para os tecidos; as memória para os órgãos II.
Fases da resposta · Antigénios
Fases: 1) reconhecimento · 2) ativação (expansão clonal) · 3) eliminação (efetora) · 4) contração (apoptose, homeostase) · 5) memória.
Antigénio = liga-se a anticorpo/TCR (nem todos ativam). A parte reconhecida = epitope. Imunogénico = estimula resposta. Só proteínas degradadas em péptidos são vistas pelo TCR. Haptenos = baixo peso molecular, não ativam T/B; tornam-se imunogénicos ligados a uma proteína carrier.
04 Linfócitos T TIER S
Reconhecimento: a Ig liga macromoléculas na forma nativa; o TCR liga complexos péptido-MHC (ag proteico transformado em péptidos).
Ativação
- Sinal 1 — reconhecimento: TCR ↔ péptido-MHC na APC.
- Sinal 2 — coestimulação: CD28 (T) ↔ B7-1/B7-2 (CD80/86) na APC ativada. Sem coestimulação → a célula morre/anergia.
- Sinal 3 — citoquinas: secreção de IL-2 (ativação autócrina).
Recetores inibidores da família CD28: CTLA-4 (liga B7 no lugar do CD28) e PD-1. CD40L-CD40: o T “licencia” a DC (↑B7, citoquinas) — feedback positivo que amplifica a ativação T.
Diferenciação Th
| Subtipo | Citoquinas | Contra |
|---|---|---|
| Th1 | IFN-γ | Patogénios intracelulares (ativa macrófagos; switch IgG) |
| Th2 | IL-4, IL-5, IL-13 | Helmintas e alergénios (eosinófilos/mastócitos) |
| Th17 | IL-17A/F, IL-22 | Bactérias extracelulares e fungos (recruta leucócitos) |
Superantigénios (SE, TSST): ligam diretamente MHC II + TCR sem transformação antigénica → ativam muitas T → tempestade de citoquinas.
Linfócitos Tc (CD8) e reguladores
Tc/CTL (CD8-MHC I): sinapse → exocitose de grânulos → morte. Vias: perforina/granzima (poro → granzima → apoptose) e Fas/FasL. Produzem também IFN-γ. A ativação total de CD8 naive pode exigir ajuda de CD4 (citoquinas + licenciamento de DC). Exaustão (infeções crónicas): ↓IFN-γ, ↑PD-1.
Treg: FoxP3, CD25 (+CTLA-4); suprimem linfócitos autorreativos/efetores (competem por IL-2; TGF-β/IL-10/IL-35). NKT: reconhecem lípidos em moléculas CD1; produzem IL-4/IFN-γ.
Sinapse imunológica
Zona de contacto organizada entre o linfócito T e a APC/célula-alvo. Nota importante do curso: a ligação dos péptidos ao TCR é mais fraca do que a ligação dos péptidos aos anticorpos — daí a necessidade dos correcetores (CD4/CD8) e das integrinas (LFA-1) para estabilizar o contacto.
Como as Treg suprimem (mecanismos)
- Competem pela IL-2 — usam o CD25 (IL-2R) para "roubar" a IL-2 às células efetoras;
- Secreção de citoquinas inibitórias: TGF-β, IL-10 e IL-35;
- Citólise das células T efetoras;
- Supressão indireta por inibição das APCs;
- Perturbação metabólica das células efetoras (AMP cíclico, adenosina/recetor A2A);
- Libertação de vesículas (EVs) com miRNAs/proteínas que inibem as DC e as T efetoras.
Treg e cancro: a infiltração por Treg favorece a progressão tumoral (inibe a ativação das T contra o tumor → menor resposta imune). Paradoxalmente, muitas Treg FoxP3+ associam-se a melhor sobrevida no cancro colorretal, esofágico e da cabeça/pescoço, mas a pior prognóstico na mama, melanoma e estômago.
APCs (para que resposta)
- DC → ativa T naive (início da adaptativa).
- Macrófago → resposta T efetora → ativação macrofágica.
- Célula B → resposta T efetora → produção de anticorpos.
05 Linfócitos B TIER S
Ativação (T-dependente)
Corecetor B = CD19/CD21/CD81. Passos: 1) ag liga o BCR (cross-link); 2) ↑MHC II e B7; 3) endocitose e degradação em péptidos; 4) apresenta péptido-MHC II à Th; 5) Th ativa e expressa CD40L ↔ CD40; 6) B expressa recetores de citoquinas; 7) citoquinas da Th atuam na B. O BCR sozinho é insuficiente — precisa de complemento, PRR e Th.
Subpopulações
| Tipo | Marcadores | Resposta |
|---|---|---|
| B-2 foliculares | IgD/IgM | Ag proteico + Th → centro germinativo → T-dep, switch, IgG/IgA/IgE, plasma longa-vida |
| Marginais (baço) | IgM/CD21 | Polissacáridos → T-indep, IgM, plasma curta-vida; patogénios sanguíneos |
| B-1 (peritoneu) | IgM/CD5 | Polissacáridos → T-indep, IgM, diversidade limitada |
Linfócitos B reguladores (Breg)
Originam-se de células B-1 ou B-2 após ativação em ambientes inflamatórios. Produzem sobretudo IL-10, IL-35 e TGF-β para suprimir respostas imunitárias excessivas.
Respondem a vários sinais pró-inflamatórios: estimulação do BCR, TLRs, CD40L e CD80/CD86. Suprimem a imunidade celular via IL-10, IL-35, TGF-β, granzima B e moléculas imunomoduladoras (PD-L1, CD1d, Lag-3).
Diferenciação e supressão
Maturação de afinidade (↑ afinidade dos Ac). Switch isotípico (commutation de classe) — depende das citoquinas da Th e de CD40L-CD40, que induz a enzima AID. Síndrome Hiper-IgM: mutação em CD40L ou AID → sem switch → ↑IgM, IgG/IgA/IgE ausentes. Supressão: feedback por anticorpos via recetor inibidor FcγRIIB (CD32).
Anticorpos
Funções: neutralização, opsonização, ADCC, fagocitose com complemento, inflamação, lise. IgG (80% do soro, monomérica, 4 subclasses), IgA (secreções, dímero, transcitose), IgE (helmintas/alergia). Estrutura: 2 cadeias pesadas (H) + 2 leves (L); regiões variável/constante; 3 CDRs hipervariáveis contactam o ag. Fab (variável, liga ag) / Fc (constante, função efetora) / região charneira. Diversidade: V(D)J, flexibilidade juncional, nucleótidos N/P, maturação de afinidade + switch.
06 Citoquinas ENTRA (inata + perfis Th)
Moléculas solúveis de baixo peso molecular, produzidas sobretudo por Th e macrófagos; meia-vida curta, ação local e limitada; ligam recetores específicos. Autócrina (IL-2), parácrina (IL-4, IL-5), endócrina (IL-6, TNF-α). Podem ser pleiotrópicas, sinérgicas, antagonistas, redundantes ou em cascata.
4 classes
- I — fatores de crescimento / hematopoietinas
- II — interferões
- III — fatores de necrose tumoral
- IV — quimiocinas
Fatores de crescimento (estroma/macrófagos): proliferação/maturação de precursores → reposição de leucócitos. Quimiocinas (CXC e CC): ↑ aderência ao endotélio, migração para a infeção, desenvolvimento dos órgãos linfoides, migração das DC.
Na imunidade inata
TNF, IL-1, IL-6 (pró-inflamatórias); IFN-I (antiviral); IL-10 (inibe MO/DC — feedback negativo). Os IFN-I retêm linfócitos nos gânglios, ↑ citotoxicidade NK/Tc, promovem Th1, ↑ MHC I, e induzem enzimas que bloqueiam a replicação viral.
Estimulação da adaptativa
2 sinais: ag + moléculas da resposta inata (coestimuladores, citoquinas, complemento) → proliferação/diferenciação. Polarização Th: indução → commitment → amplificação (citoquinas das APC/NK/mastócitos).
Citoquinas inibidoras das Treg
TGF-β: inibe proliferação/função de T e macrófagos, regula a polarização Th, promove switch para IgA, repara tecidos. IL-10: inibe IL-12 das DC/MO e a expressão de coestimulação/MHC II.
07 MHC TIER S
Os genes MHC I e II codificam proteínas que apresentam antigénios aos linfócitos T. O MHC humano (HLA) está no cromossoma 6, com expressão codominante. Classe I: HLA-A, -B, -C — em quase todas as células nucleadas → apresenta a CD8+. Classe II: HLA-DP, -DQ, -DR — só em DC, MO, células B → apresenta a CD4+. A expressão ↑ com IFN (I com α/β/γ; II depende de IFN-γ).
Estrutura
| MHC I | MHC II | |
|---|---|---|
| Cadeias | 1 cadeia α (α1,α2,α3) + β2-microglobulina | Heterodímero α (α1,α2) + β (β1,β2) |
| Fechado — 8–11 aa | Aberto — 10–30 aa | |
| Péptidos | Endógenos (citosólicos/virais/tumorais) | Exógenos (extracelulares) |
Reconhecimento MHC-independente
Algumas populações T reconhecem antigénios não proteicos sem envolvimento de MHC I ou II: as NKT e as T γδ.
- NKT — têm marcadores das NK e dos linfócitos T; reconhecem lípidos e glicolípidos apresentados pela molécula MHC não clássica de tipo I: o CD1.
- T γδ — ativam-se de forma MHC-independente perante vários sinais.
Relevância clínica do MHC/HLA
O MHC/HLA é determinante em: transplantes (compatibilidade e rejeição), autoimunidade (associação a HLA), cancro (perda de MHC I = escape) e infeções.
08 Infeção / Evasão ENTRA · anúncio oficial
| Agente | Inata | Adaptativa | Evasão |
|---|---|---|---|
| Bact. extracelular | Complemento, fagocitose, inflamação | Anticorpos (humoral) | Choque séptico; Ac reação cruzada |
| Bact. intracelular | Fagócitos, NK | Th1 + macrófagos → granulomas | Inibe fusão fago-lisossómica |
| Vírus | IFN-I, NK | CTL, anticorpos | Bloqueia TAP, variação antigénica, citoquinas imunossupressoras |
| Parasitas | Fagócitos, complemento | Protozoários: Th1/CTL · Helmintas: Th2/IgE/eosinófilos | Mimetismo molecular, sítios imunoprivilegiados |
| Fungos | Neutrófilos, MO | Extracel. Th17; intracel. Th1 | Oportunistas (SIDA, transplante) |
09 Imunização e Vacinação ENTRA
Ativa: administração de ag (modificado)/toxina → produção ativa de imunidade + memória. Passiva: soro com anticorpos preformados → ação rápida, sem memória, proteção temporária.
Tipos de vacinas: vivas atenuadas/inativadas, mortas (imunidade humoral), subunidades/toxoides, conjugadas (LPS/polissacárido + proteína carrier), ag sintéticos. Adjuvante = ↑ imunogenicidade.
Passiva útil em: imunodeficientes, doença já presente, pós-exposição (ex. antiveneno).
Adjuvantes (imunização ativa)
Adjuvante = carrier imunogénico ou substância que prolonga a biodisponibilidade do antigénio e ativa o sistema imunitário, aumentando a imunogenicidade e gerando memória.
Imunoestimulantes: sais de alumínio, emulsões óleo-água (O/A), MPL, CpG, virossomas.
Nota do curso: em 2008 foi introduzida a vacina contra o HPV (jovens mulheres).
10 Hipersensibilidades só tipos I e II
| Tipo | Mediador | Tempo | Exemplo |
|---|---|---|---|
| I imediata | IgE (mastócitos) | 2–30 min | Alergia, anafilaxia |
| II citotóxica | IgM/IgG vs ag de superfície | 2–8 h | Rh, miastenia, febre reumática |
Tipo I — as 2 fases (nomes exatos)
1) Fase de sensibilização (1ª exposição, assintomática): Th2/TFh + IL-4 → switch B para IgE → IgE liga-se ao FcεRI à superfície dos mastócitos.
2) Fase efetora (reexposição): cross-link do FcεRI → desgranulação → mediadores lipídicos/aminas vasoativas = reação imediata (minutos); citoquinas libertadas = fase tardia (2–4 h, recrutamento de eosinófilos).
Tipo II (citotóxica): IgM/IgG contra antigénios de superfície → (a) opsonização e fagocitose; (b) inflamação mediada por complemento e recetor Fc; (c) disfunção do recetor sem lesão celular. Anemia hemolítica do RN (Rh): IgG maternos anti-D atravessam a placenta → ativam o complemento → hemólise; previne-se com IgRh. Outros exemplos: febre reumática (mimetismo molecular) e miastenia gravis (Ac anti-recetor de acetilcolina).
12 Imunidade Tumoral + Transplantes patologia
Combate tumoral
NK (mata células sem MHC I — missing self), CTL CD8 (perforina/granzima), macrófagos, ADCC (NK + IgG), Th1 (IFN-γ). Cross-priming das DC ativa os CTL contra ag tumorais.
Escape tumoral
- Perda/↓ de MHC I (escapa aos CTL)
- Perda/variação de ag tumorais
- Citoquinas imunossupressoras (TGF-β, IL-10)
- Recrutamento de Treg; PD-L1
- Ausência de coestimulação → anergia
Transplantes
Rejeição crónica: lesão progressiva (meses/anos) por aloanticorpos + T contra o endotélio (aloantigénios HLA) → vasculopatia/fibrose → isquemia. GVHD: os T do enxerto (dador) reconhecem o HLA do recetor como estranho e atacam-no (transplante de medula em imunodeprimido).
Flashcards
Toca no cartão para virar. Marca Sabia / Rever — o progresso é guardado.
Modo Teste
Definições
Rappel actif: o termo aparece e a definição fica escondida. Diz de cabeça, revela, e marca se sabias — só as que não sabes voltam.
Desenhos 1 no exame
A Prof. confirmou: 1 desenho para fazer. Estes são os que já saíram — treina-os no papel e confere as legendas.
Como pontuar num desenho
- Legenda tudo em PT — os pontos vêm das moléculas nomeadas, não da beleza do desenho.
- Desenha a célula + o parceiro (APC/alvo) e as setas de interação.
- Escreve os efetores (o que a célula liberta/produz).
✎ Linfócito Tc + ≥4 moléculas TIER S
Célula redonda Tc (CD8+) a contactar uma célula-alvo.
Moléculas a legendar: TCR (cadeias α/β), CD8, CD3, CD28, LFA-1, FasL.
Efetores: perforina + granzima (grânulos libertados na sinapse) e IFN-γ.
Do lado do alvo: MHC I + péptido, e Fas.
✎ Anticorpo na forma simples TIER S
Forma em Y: 2 cadeias pesadas (H) + 2 cadeias leves (L), unidas por pontes dissulfeto.
- Fab (braços) — região variável, liga o antigénio, contém os CDR.
- Fc (pé) — região constante, função efetora (liga recetores Fc e complemento).
- Região charneira — flexibilidade.
✎ Ativação de uma célula B (efetoras + memória) TIER S
Ag → BCR (cross-link) → a B endocita e apresenta péptido-MHC II à Th.
Sinais: CD40-CD40L + B7-CD28 + citoquinas da Th.
→ proliferação → plasmócitos (anticorpos) + células B memória.
✎ Supressão da ativação Th TIER S
Th + APC, mas o sinal inibidor ganha:
- CTLA-4 (na T) liga o B7 no lugar do CD28;
- e/ou ausência do 2º sinal → anergia;
- PD-1 ↔ PD-L1;
- uma Treg a libertar TGF-β / IL-10.
✎ Doença hemolítica do RN (Rh) TIER S · hipersens. II
Mãe Rh− sensibilizada → IgG anti-D → atravessam a placenta → ligam-se aos eritrócitos fetais Rh+ → ativam o complemento (complexo C1 → MAC) → hemólise / lise celular.
Legenda: placenta · antigénios Rh+ · IgG materna · complexo C1 · lise.
✎ Combate tumoral / eliminação de célula cancerosa TIER A
NK (mata as que perdem MHC I — missing self) · CTL CD8 (perforina/granzima) · macrófagos · ADCC (NK + IgG) · Th1 (IFN-γ).
Cross-priming: a DC apresenta o péptido tumoral em MHC I ao TCR do CTL → o CTL mata a célula tumoral.
✎ Resposta integrada (inata + adaptativa) TIER B
- A = lise da célula infetada por NK/CTL (perforina/granzima, IFN-I).
- B = apresentação em MHC I ao CTL.
- C = macrófago/DC (APC): TLR → NF-κB → TNF/IL-1/IL-12.
- D = diferenciação Th0 → Th1/Th2.
- E = plasmócito a produzir IgA/IgG/IgM.
Annales — corrigido
Exame Prof. Soares. As V/F interativas estão no Modo Teste.
TP Clínico componente do exame
📌 Matéria oficial da componente TP (anúncio Prof. Francisca Dias)
A matéria mais incidente na parte TP do Exame de Recurso será:
- 1. Doenças Autoimunes
- 2. Técnicas imunológicas utilizadas em diagnóstico
- 3. Imunodeficiências
1. Doenças Autoimunes & cavidade oral SAI NO TP
SS Síndrome de Sjögren
2ª doença autoimune mais comum (depois da AR). Afeta as glândulas exócrinas → xeroftalmia + xerostomia. Primário (isolado) ou secundário (com outra DA). Imunologia: ANA, anti-SS, anti-Ro; infiltrado TCD4+ e B nas glândulas salivares/lacrimais (↑ volume); citoquinas Th1 (IL-1, IL-6, TNF-α); saliva alterada (↓ mucinas, histatinas, lisozima, IgA — falência dos ácinos).
Oral: cáries, disfagia/BMS/alterações de gosto e fonação, gengivite/periodontite, candidíase/queilite angular, possível evolução maligna (linfoma).
AR Artrite Reumatóide
Autoimune crónica inflamatória das articulações: autoanticorpos circulantes, ↑ imunocomplexos, citoquinas/quimiocinas → sinovite e comorbilidades ósseas/vasculares.
Oral: destruição da ATM (erosão óssea, deformação dos côndilos, ↓ espaço articular → dor/estalido), hiposalivação/xerostomia (>50%), predisposição a doença periodontal (fator comum: tabaco).
LES Lúpus (SLE)
Autoimune crónica: articulações, rins, pele, vasos; fadiga, eritema, febre, fotossensibilidade. ANA em >95% dos doentes.
Oral: ~¼ com úlceras orais rodeadas de eritema, lesões labiais/mucosas, xerostomia, mais doença periodontal.
Pênfigo Pênfigo
Doença bolhosa autoimune (pele/mucosas): autoanticorpos IgG anti-desmogleínas 1 e 3 → perda de adesão entre queratinócitos (acantólise); as células T também têm papel. No pênfigo vulgar as bolhas começam nas mucosas (boca).
Oral: úlceras dolorosas com sangramento, bolhas, BMS, gengivite descamativa, sinal de Nikolsky positivo.
DII Doenças inflamatórias intestinais
Crohn (DC) e Colite ulcerativa (CU): resposta imune inapropriada às bactérias comensais (via IL-23, ↓ regulação, barreira defeituosa). Oral (Crohn, pode preceder): inchaço labial, queilite angular, mucosa em “cobblestone”, úlceras aftosas. CU: úlceras orais, Pyostomatitis vegetans.
LPO Líquen Plano Oral
Dermatose crónica mucocutânea. Reação dirigida a antigénio → ativação de T efetores: eixo Th1/Th17 (IFN-γ, IL-17); os CD8+ (Tc1/Tc17) lesam o epitélio por Fas-FasL, TNF-α e sobretudo exocitose de grânulos (perforina, granzima B, granulisina) → apoptose dos queratinócitos. DC, macrófagos e NK também participam. Infiltrado rico em TCD8+ (potencial maligno).
2. Técnicas imunológicas de diagnóstico SAI NO TP
Autoanticorpos ANA + Imunofluorescência (HEp-2)
Teste ANA simples e sensível — >95% no LES (útil para exclusão); também escleroderma, SS, doença mista, AR; DA de órgão (tiróide, GI, pulmão); infeções (Hep C, parvovírus, Tb). Atenção: ~15% de pessoas saudáveis têm ANA+.
Protocolo IF (células HEp-2): 1) lâminas HEp-2 em monocamada → 2) juntar soro diluído (± autoanticorpos) → 3) lavar (PBS) → 4) juntar Ac secundário marcado com FITC → 5) lavar → 6) montar em glicerol.
Padrões de fluorescência: homogéneo/difuso, granular, nucleolar, centromérico, periférico (+ anti-mitocondrial). Outros autoanticorpos: anti-fosfolípidos, anti-músculo liso, anti-mitocondrial, anti-liver-kidney.
Outras técnicas de diagnóstico
| Técnica | Princípio | Uso |
|---|---|---|
| ELISA | Ac (ou ag) fixado na placa + amostra + Ac secundário com enzima → substrato → cor (leitura por espetrofotómetro) | Quantificar anticorpos ou antigénios (ex. serologia VIH, hepatites, citoquinas) |
| Western blot | Separação de proteínas por eletroforese → transferência → deteção com Ac específico | Confirmação (ex. VIH após ELISA positivo) |
| Imuno-histoquímica (IHC) | Ac primário + Ac secundário com enzima → substrato DAB (castanho) no tecido | Biópsia: caracterizar o infiltrado (anti-CD8, anti-CD68) |
| Imunofluorescência (IF) | Ac marcado com fluorocromo (FITC) → microscópio de fluorescência. Direta (no tecido) ou indireta (soro + substrato HEp-2) | ANA, pênfigo (IgG intercelular), doenças bolhosas |
| Aglutinação | Ag particulado + Ac → agregados visíveis | Grupos sanguíneos, teste de Coombs |
| Citometria de fluxo | Laser + Ac com fluorocromo, célula a célula | Contar populações (CD4/CD8, CD3/CD19) |
Regra de ouro: perguntam sempre (a) que técnica usarias, (b) que amostra, (c) o que procuras, (d) como detetas o resultado.
Citometria de fluxo (FACS)
Análise multiparamétrica de partículas uma a uma em suspensão, através de um laser. Cada tipo celular é marcado com um Ac específico acoplado a um fluorocromo. Mede: FSC (tamanho), SSC (complexidade/granularidade) e FL1/FL2/FL3 (fluorescência). Avalia antigénios, recetores, DNA/ciclo celular, viabilidade, citoquinas.
Uso dentário: seguir CD4 no VIH/SIDA; deteção de leucemias/linfomas. Ler o plot CD4(Y)×CD8(X) por quadrantes.
| Anti-HAV total | IgM | Interpretação |
|---|---|---|
| + | + | Infeção aguda/recente |
| + | − | Antiga curada ou vacinado (imune) |
| − | − | Suscetível |
3. Imunodeficiências SAI NO TP
Fisiológicas (NÃO são patológicas)
- Hipoglobulinemia do recém-nascido — transitória, compensada pelas Igs maternas (IgG transplacentária + IgA do leite).
- Imunosenescência — declínio imunitário com a idade.
Primárias (genéticas/congénitas) — 4 grupos major
| Grupo | Consequência | Exemplo |
|---|---|---|
| Défice de Complemento | Infeções bacterianas + doença autoimune (imunocomplexos não removidos) | Défice de C1-C4; défice de C5-C9 → Neisseria |
| Défice B / anticorpos | Infeções bacterianas recorrentes | Agamaglobulinemia de Bruton (CD19+ ausentes, CD3+ presentes); défice seletivo de IgA (o mais comum); Síndrome Hiper-IgM (CD40L/AID) |
| Défice T / combinadas | Infeções víricas/fúngicas e tumores | SCID (T e B); DiGeorge (ausência de timo → CD3+ ausentes) |
| Outras | — | Défices de NK, de expressão de MHC I (bare lymphocyte) |
Secundárias (adquiridas)
- VIH/SIDA — o vírus infeta os CD4+ (correcetores de quimiocina CCR5/CXCR4) → colapso da imunidade celular.
- Má nutrição — défices vitamínicos → queilite angular, glossite, BMS, má cicatrização.
- Cancro, quimioterapia, imunossupressores (transplante), idade.
Manifestações ORAIS (é isto que te vão perguntar)
| Tipo | Manifestações orais |
|---|---|
| Primárias | Candidíase, aftas/ulcerações, periodontite precoce e agressiva, gengivite, infeções recorrentes |
| SIDA | Candidíase pseudomembranosa/orofaríngea · Leucoplasia pilosa da língua (EBV) · Sarcoma de Kaposi (HHV-8) · carcinoma da orofaringe (HPV) · linfoma não-Hodgkin · gengivite/periodontite necrosante |
Imunologia da cavidade oral
- MALT oral / anel de Waldeyer (amígdalas faríngeas/adenoides, palatinas, linguais); drenagem para gânglios regionais (300 dos ~800 gânglios do corpo estão na cabeça/pescoço).
- Saliva = glândulas major (parótida, sublingual, submandibular) + minor + fluido crevicular + bactérias (10⁸/ml) + células (PMNs/epiteliais). Componentes: lisozima, lactoferrina, mucinas, histatinas, sIgA.
- Fluido crevicular gengival (FGC): contém C3, IgG e proteínas plasmáticas de origem sistémica (a sIgA é local); a sua composição reflete o estado inflamatório gengival.
- Microbioma oral ~700 espécies (Streptococcus a mais comum); biofilme nos tecidos duros; epitélio juncional permeável → patogénios orais ligados a aterosclerose, AR e cancro colorretal.
- TLO oral — estroma peritumoral do cancro oral (prognóstico + favorável), granulomas periapicais, quistos radiculares, reações liquenoides (ex. amálgama).
- Tolerância oral — falta de ativação de T aos comensais.
Infeções orais & periodontite
Candidíase (C. albicans; imunossupressão/HIV/tabaco): PAMPs (manose/glucano) → TLR2/4, CLR, NLR, RIG no epitélio → β-defensinas/catelicidinas; ILC → IL-17; PMN/macrófagos (mieloperoxidase, ROS, RNI); NK (perforina/granzima); complemento pelas 3 vias (mas C. albicans evade). Resposta forte Th17/Th1 (DC → IL-17/IFN); B mais fraca (IgA/IgG/IgM). As hifas aderem com ajuda de S. mutans. Formas: pseudomembranosa, mucocutânea, hiperplástica.
Herpes: IFN-γ, NK/NKT, CD8+, B; as Treg promovem a latência do HSV suprimindo os CD8+.
Doença periodontal: disbiose = trigger; Th1/Th17, MMP-8, ativação policlonal (IgG/A/M), complemento (C3a/C4a/C5a + C3b); recrutamento de PMN/monócitos/T → RANK → osteoclastos → perda óssea; VEGF/proangiogénese. Ligações sistémicas (translocação bacteriana + inflamação).
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Fontes & fiabilidade
Teoria: deck PT (Theo) + síntese FR verificada. Clínico/TP: deck da Prof. Soares (Immuno_to). Annales: corrigido.
Módulos assinalados com ⚠️ (Hipersensibilidades, Transplantes/GVHD) não constam nos decks PT — fonte única síntese FR, não confirmados página-a-página.